❝ Depois de muito esforço, eu consegui te esquecer. Passei dias sem ao menos lembrar do teu nome. Mas hoje eu lembrei de você, de nós. Quando entrei no banheiro e liguei o chuveiro. Enquanto cada gota d’água tocava meu corpo eu pude te sentir e cheguei a sorrir. Lembrei de quando estivemos ali, juntos. Não no meu banheiro, mas no seu. Lembrei dos beijos molhados que ali trocamos. Dos carinhos e afagos que ali deixamos. Lembrei de quando você escorregou e bateu com a cabeça e de tanto rir de você eu também acabei escorrendo. Pude me lembrar das vezes que a minha mão percorreu todo o teu corpo. Das “casquinhas” que tirei de você enquanto fingia te ensaboar. Lembrei também e nunca me esquecerei do sexo incrível que fizemos ali. Dos arranhões e das ereções. As vezes que te levantei naquelas paredes. Do teu olhar malicioso de quem quer dizer “me pega de jeito, vai”. E eu não resistia. Não resistia a você. Ao jeito como você mandava sinais quando queria algo de mim. Ao modo que você se insinuava, discretamente, pra mim. Não conte a ninguém, mas eu pude sentir uma leve ereção ao lembrar disso. Permaneci naquela mesma posição. Escorando a cabeça na parede e com as duas mãos na mesma. Não peguei o sabonete e nem se quer me dei ao trabalho de me lavar. Só deixei a água cair sobre o meu corpo. E naquele momento o meu orgulho também caiu, desceu ralo abaixo. Quis saber como você estava, aonde estava. Quis reviver tais lembranças, dizer que sinto a tua falta. Quis te ter de volta. Te ter pra mim.
❝ Eu vou te fazer rir das coisas mais idiotas, vou te ligar nas madrugadas mesmo que eu não tenha nada pra falar, nem que seja só para escutar sua voz. Vou te levar ao cinema e perder o filme olhando para você, beijando você. Eu vou estar com você até quando você não me quiser ao seu lado e eu não vou te prometer nada, vou apenas fazer acontecer.
❝ Mas a vida não é como a escola. Na escola, se você errar, pode tentar de novo amanhã. Mas na vida, quando tudo está a um segundo diante de ti, você não sabe como é.
❝ — Quem era ela?
— Ela?
— Ela. A ela que não sou eu e ainda assim é sua. Que ri das suas piadas sem graça e que te dá beijos no pescoço. Que sente ciúmes quando você pára para conversar com estranhas em ruelas escuras. Que você promete que vai encontrar mais tarde. A ela que tem certeza de você. A ela que não sou eu.
— Minha namorada.
— Sua namorada?
— Minha namorada.
— Então você a ama?
— Ela é simpática. Gosta de mim.
Alícia riu.
— Por que você não me contou?
— Porque eu não queria superar você. Até hoje.
— E você quer me superar? Superar o que? Superar quem? Não tem nada a superar… Aparentemente não fui nada na sua vida e…
— Você consegue interpretar algo meu sem drama, Alícia? Você foi tudo em minha vida. Mas você não confia em mim. Nunca confiou. Se eu saía na rua com uma amiga, era “quem é aquela com quem você acabou de passar a noite com?”. A gente brigava o tempo todo… O tempo todo. E eu nunca fui bom pra você, Alícia. Nunca deixei de te dar motivos para desconfiar de mim. Sempre o conquistador de garotas. Sempre o animador de festas, sempre o requisitado de todos os lugares. Sempre o quase-pai dos bebês alheios. Sempre grosso, sempre desmerecendo todos os seus esforços para permanecer comigo. Sempre chegando bêbado na sua casa depois das três da manhã pedindo para que você deixasse eu te comer. Sei muito bem que fiz você pensar que eu não lembrava disso, mas essa memória me martirizou muito tempo. Me fez lembrar de todas as vezes que você sorriu pra mim quando eu só te dei motivos para chorar. Me fez lembrar todos os abraços de consolo quando eu fazia alguma merda irreparável. De todas as vezes que eu te trai, e você se preocupou mais com a minha saúde do que com você mesma. Você é boa demais pra eu te amar, Alícia. Por mais cheia de defeitos que você seja… Irritante, teimosa, chata, ciumenta, implicona… Você é boa, eu sou ruim. E hoje eu acordei pensando em te superar por isso. (…) Mas parece que todas as vezes que tento ir para longe, você me traz para perto…
—
Meu Amor Ainda Vai Me Engolir, Letícia Sales. (via
the-puzzle)
❝ Fiquei pensando maneiras lindas de te dizer o quanto eu quero cada pedaço teu em mim, mas as palavras que procurei já foram escritas por outros com sentidos bem mais belos. Então um belo verso de um coração cansado pra você. Se eu te disser que em meio uma multidão, fogos a beira mar, abraços, quedas entre beijos, beijos entre quedas, pedidos sendo feitos enquanto novos corações enchiam-se de esperança, eu desejei você. V-o-c-ê. Vê se entende, eu falei bem devagarzinho para que entenda de uma vez, que é você que eu quero. E me arrisco a dizer que tiro do teu coração toda magoa e dor, junto os pedaçinhos dele e faço minha morada aí. Tem um pedaço meu dentro de você, tem uma enorme parte sua em mim. Nossas almas, isso mesmo. Nossas. Minha alma e a sua em uma dança sem música, sintonizadas como nunca estiveram.
Quando eu digo que você é meu,
no fim das contas eu só quero que você queira ser.
Então seja, sem por quê.
— Com amor e um copo de saudade, Hélida Carvalho. (via
1falsopoeta)
❝ A gente briga feito criança, mas a gente se ama tipo adulto.
—
Breno Velvet (via
27-06)